Reflexões sobre leitura literária na sociedade da aceleração em 'Fahrenheit 451' (1953), de Ray Bradbury
DOI:
https://doi.org/10.21747/21832242/litcomp53a4Palavras-chave:
Distopia, Totalitarismo Dromológico, Leitura literária, Ficção Científica Norte-Americana, Fahrenheit 451Resumo
Ao longo dos anos, utopias e distopias têm conquistado um amplo território no campo da produção artístico-cultural. No cinema, nas artes plásticas, na música e na pintura é possível encontrar imagens oníricas, idealizações de mundos perfeitos ou radicalmente melhores que dividem espaço com representações outras, mais sombrias e pessimistas da realidade. Na Literatura, utopias e distopias constroem narrativas que se complementam, revelando um olhar profundamente crítico sobre a realidade social histórica onde nascem, suscitando imagens que influenciam leitores à reflexão, despertando-lhes a imaginação sobre caminhos alternativos para transformarem a realidade vigente, ou mesmo impulsionando-lhes a ação, de modo a evitarem, enquanto é possível, futuros sombrios onde nenhuma esperança seja capaz de sobreviver. Através do presente artigo, temos como objetivo investigar a distopia Fahrenheit 451 (1953), de Ray Bradbury, analisando o surgimento de uma força dominadora que denominamos Totalitarismo Dromológico, apresentando de que forma esta contribuiu para a destruição de obras literárias e fomentou a perseguição aos leitores nesse contexto. O estudo é de cunho bibliográfico, embasado em pressupostos teóricos que discutem o fenômeno da aceleração social, tais como Hartmut Rosa (2022), Zygmunt Bauman (2001), Paul Virilio (1996), entre outros. A pesquisa revela que, em uma sociedade dominada pelo Totalitarismo Dromológico, obras literárias e leitores encontram-se sob constante ameaça, uma vez que estes se configuram como obstáculos para o fluxo acelerado.
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