Nas ruínas do tempo do trabalho: Usos do silêncio no cinema
DOI:
https://doi.org/10.21747/21832242/litcomp53a6Palavras-chave:
Silêncio, Desaceleração, Elaboração, Cinema, Memória operáriaResumo
Em um mundo saturado de ruídos, o silêncio pode servir como um reduto para a produção e elaboração de sentidos, provendo o tempo necessário às palavras. Analisamos duas obras clássicas do cinema brasileiro – Eles não usam black-tie (1981) e O homem que virou suco (1980) – para discutir os usos do silêncio, compreendido enquanto desaceleração da palavra, na estética própria do cinema. Com uma abordagem ensaística e multidisciplinar, passamos pela sociologia do tempo, pela psicanálise e pela crítica da arte, para avaliar o silêncio, como experiência temporal, relacional e estética, nas memórias sobre a classe operária produzidas por esses dois filmes. Apresentamos e discutimos diferentes usos que contribuem a fornecer tempo à elaboração do passado e à expressão da dignidade.
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