Nas ruínas do tempo do trabalho: Usos do silêncio no cinema

Autores

  • Pablo Pamplona Universidade de São Paulo
  • Ana Carolina Valim Pontifícia Universidade Católica de São Paulo

DOI:

https://doi.org/10.21747/21832242/litcomp53a6

Palavras-chave:

Silêncio, Desaceleração, Elaboração, Cinema, Memória operária

Resumo

Em um mundo saturado de ruídos, o silêncio pode servir como um reduto para a produção e elaboração de sentidos, provendo o tempo necessário às palavras. Analisamos duas obras clássicas do cinema brasileiro – Eles não usam black-tie (1981) e O homem que virou suco (1980) – para discutir os usos do silêncio, compreendido enquanto desaceleração da palavra, na estética própria do cinema. Com uma abordagem ensaística e multidisciplinar, passamos pela sociologia do tempo, pela psicanálise e pela crítica da arte, para avaliar o silêncio, como experiência temporal, relacional e estética, nas memórias sobre a classe operária produzidas por esses dois filmes. Apresentamos e discutimos diferentes usos que contribuem a fornecer tempo à elaboração do passado e à expressão da dignidade.

Downloads

Publicado

2025-12-30

Como Citar

Pamplona, P., & Valim, A. C. (2025). Nas ruínas do tempo do trabalho: Usos do silêncio no cinema. Cadernos De Literatura Comparada, (53), 103–122. https://doi.org/10.21747/21832242/litcomp53a6