Partilhas do espaço em 'Mato seco em chamas': presenças do contemporâneo e outros tempos possíveis no filme de Adirley Queirós e Joana Pimenta
DOI:
https://doi.org/10.21747/21832242/litcomp53a7Palavras-chave:
Linguagem cinematográfica, Contemporaneidade, Mato seco em chamas, Adirley Queirós e Joana PimentaResumo
Estão presentes em cada obra de arte significações que possibilitam relacionar o real, o contexto social, político e econômico paralelos ao processo de produção da obra. Neste sentido, o processo de análise de uma obra fílmica pode ser um meio de verificar os cruzamentos desta com a realidade. Com base nisso, este trabalho empreende uma leitura da obra cinematográfica Mato seco em chamas (2022), de Adirley Queirós e Joana Pimenta, tendo em vista o esclarecimento das representações da realidade contemporânea brasileira presentes no filme. Argumenta-se que Mato seco em chamas dá origem, por meio de suas imagens, a uma visão insurgente das classes subalternas frente à conjuntura brasileira atual. O momento contemporâneo brasileiro é contextualizado com base em Agamben (2009), Moura (2020) e Gonzales (2020). A análise da linguagem cinematográfica no filme leva ao questionamento da ideia de representação no cinema, com a contribuição de autores como Menezes (2003; 2017), Bazin (2018), Deleuze (2018) e Kracauer (1997). A leitura é focada na configuração espacial e cultural das personagens. Com a análise, constatou-se que Mato seco em chamas apresenta a contemporaneidade brasileira a partir de traços ficcionais e documentais que se cruzam a fim de oferecer uma imagem complexa e multifacetada dos conflitos sociais na atualidade.
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