Novas cosmogonias: a criação de tempos em Sérgio Medeiros
DOI:
https://doi.org/10.21747/21832242/litcomp53a10Palavras-chave:
Sérgio Medeiros, Poesia visual, Caligrafia, Mitos ameríndios, PerformanceResumo
O artigo trata da obra verbo-visual de Sérgio Medeiros, poeta e artista visual brasileiro, com o objetivo de mostrar sua fabulação de novos tempos e espaços. Para tal, busca-se narrar a gênese de alguns aspectos de sua poética, como o trabalho com o gesto caligráfico e a criação dos “glifos silvestres” – que culmina em uma arte ambiental, ritual, performática –, a partir do diálogo com as filosofias de Henri Bergson e de Deleuze e Guattari. Encontramos em Medeiros o projeto, sempre em andamento, da criação de pequenas cosmogonias cotidianas, apontando a necessidade premente de um mundo mais habitável. Trata-se de expandir o tempo, a duração, a partir da criação de objetos-ambientes, que são também poemas, que mesclam linguagens, referências e propõem novas experiências temporais que resistam às temporalidades sufocantes da contemporaneidade, em sua pressa e dívida infinitas.
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