Das moradias ancestrais às periferias atuais: a territorialidade em 'Morada'
DOI:
https://doi.org/10.21747/21832242/litcomp53a11Palavras-chave:
Literatura negro-brasileira, marginalidade, periferiasResumo
O artigo é uma adaptação de um capítulo da tese da autora, sendo fruto de reflexões sobre a tomada de posto narrativo por sujeitos que dispõem de poucas oportunidades, tanto de contar histórias quanto de ser história, ser poesia. As inspirações para este estudo surgem nas reflexões que passam pela temporalidade nas leituras das produções literárias de Allan da Rosa, com um fazer literário que resgata memórias e invoca a ancestralidade como forma de (re)existência. Seus escritos também criam visibilidade para sujeitos marginalizados, permitindo experimentar suas histórias e delirar com seus versos. As narrativas e a poética do autor são ancestrais, com diversas possibilidades que nos permitem adentrar seu íntimo e ressignificar vidas, de acordo com nossos repertórios, alimentando memórias. Para abordar a experiência literária de Allan da Rosa, o presente estudo tem por objetivo analisar poemas e imagens de Morada, na perspectiva da territorialidade. Iniciamos os estudos com reflexões sobre a literatura periférica no contexto da literatura brasileira contemporânea e, em seguida, exploramos os estudos sobre as “escritas do eu”, além das reflexões a respeito de questões identitárias, representação e a já mencionada territorialidade. Assim, a experiência literária de Allan da Rosa evidencia o protagonismo conquistado, não dado, por pessoas antes silenciadas também no sistema literário brasileiro. Com base nas considerações tecidas, buscou-se contribuir para ampliação das análises literárias da criação em questão.
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