Ana Margarida de Carvalho e José Saramago: Exclusão e inscrição no tempo
DOI:
https://doi.org/10.21747/21832242/litcomp53a14Palavras-chave:
Ana Margarida de Carvalho, José Saramago, Relações entre Literatura e História, Memória Cultural, Tempo/EsquecimentoResumo
Este texto deseja aproximar a narrativa de Ana Margarida de Carvalho a de José Saramago, levando em conta o papel relevante da História na obra dos dois escritores, interessando saber como ela foi revista de forma crítica pelas linhas de suas ficções. Partindo do conceito de memória cultural, tenciona-se pôr em diálogo Todos os nomes (1997), de José Saramago, e Que importa a fúria do mar (2013), de Ana Margarida de Carvalho, na tentativa de reavaliar como a tradição literária portuguesa é atualizada pela obra marcadamente “humanista” de dois autores inscritos na história literária dos séculos XX e XXI. O que aqui mais importa destacar é o papel da ficção como instrumento hábil na luta enfrentada com o tempo e com a ameaça de esquecimento/apagamento destinados aos que, pela História, passam como anônimos, marcados por uma suposta precariedade existencial que os condena ao silêncio da memória.
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