A(bordar) uma ciência inquieta
DOI:
https://doi.org/10.21747/21832242/litcomp53a16Palavras-chave:
Bordado, ciência lenta, quipus, Cecilia VicuñaResumo
O presente artigo propõe uma reflexão sobre o bordado e outras práticas têxteis como formas sensíveis de memória e resistência nos modos de produção do conhecimento. À luz das teorias de Georges Didi‑Huberman, Aby Warburg, Isabelle Stengers e Walter Benjamin, argumenta‑se que o gesto de bordar articula temporalidades distintas, como a duração e o anacronismo, possibilitando uma “ciência inquieta” que valoriza o processo, o gesto coletivo e a sobrevivência simbólica. Analisa‑se também o retorno de artes manuais durante a pandemia da covid‑19 como sintoma de recalques culturais, bem como exemplos como os quipus andinos e a obra de Cecilia Vicuña, que reinstalam saberes silenciados e desafiam hierarquias artísticas. Por fim, sugere‑se que práticas do fio podem abrir caminhos para uma epistemologia mais lenta, coletiva e que negocia o tempo humano em meio às crises contemporâneas.
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