Golgona Anghel e a sociedade do cansaço
DOI:
https://doi.org/10.21747/21832242/litcomp53a13Keywords:
Poesia portuguesa contemporânea, Golgona Anghel, cansaço, ironia, desencantoAbstract
Desenvolve-se uma reflexão em torno do trabalho poético de Golgona Anghel, sobretudo em poemas cujas imagens construídas podem ser pensadas criticamente por meio da perspectiva da “sociedade do cansaço”, de Byung-Chul Han (2017). A relação entre a poesia de Golgona e a “sociedade paliativa” (Han, 2021) ao demarcar um lugar de negação da dor, na qual a voz lírica, altamente irônica, vai de encontro com os transtornos mentais coletivos que temem a algofobia. Ao se projetar nos poemas, a poeta se insere no meio social urbano e, junto dos sujeitos citadinos, todos passam a ter a vida monitorada por dispositivos digitais, com demandas internas infinitas que os adoecem. O tom desencantado e sarcástico, bem como a dicção risível, embora melancólica, presentes nos poemas do livro Nadar na piscina dos pequenos (2017) marcam o posicionamento ético da poeta frente às imposições da vida apressada da sociedade neoliberal.
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